Mais um tema!
Semana que vem - Dia 23 de julho, estarei o cursinho, então me entreguem esse ou qualquer outra proposta de tema daqui do blog, inclusive o exercício.
Lembrem-se que é o importante também treinar temas que vocês não estão familiarizados!
Façam os textos com atenção, por favor coloquem nome e sala!
Dúvidas, pedidos de correção ou qualquer outra, podem me escrever um e-mail no nucci.rafa@gmail.com
Instruções:
- O texto deve ser escrito a caneta;
- A redação não deve ultrapassar 30 (trinta) linhas, nem ter menos que 7 (sete) linhas; e
- Não serão corrigidas redações que deliberadamente fugirem do tema proposto.
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TEMA 14
Texto 01
Muitos dos que fazem a opção de não
vacinar os filhos, a fazem por convicções políticas ou filosóficas. A moda corresponde
a uma certa tendência das sociedades que atingiram um razoável grau de conforto
e segurança para ignorarem riscos que lhes parecem pertencer ao passado. Enquanto
por esse mundo miserável, milhões de humanos lutam desesperadamente por não
morrer de doenças banais, muitos europeus e norte-americanos, baseados em mitos
e teorias pseudo-científicas, apostam que a convicção vale o mesmo que a
ciência. Mas não vale. E foi graças à ciência e à generalização das vacinas que
ganhamos esta sensação de segurança que, curiosamente, tem ajudado a crescer o estranho
movimento antivacinas, cujo ativismo deixou sequelas. Levou a que, por exemplo,
muitos britânicos decidissem não vacinar os seus filhos. Resultado? O Reino Unido
assistiu a um grande surto de sarampo, entre 2008 e 2009. Na Espanha, só se tinham
registrado dois casos de sarampo, em 2004. Em 2010, já eram 1300. Nos EUA, um em
cada dez pais a dia a vacinação dos filhos ou pura e simplesmente recusa-se a vaciná-los.
Por todo o mundo rico, doenças que estavam erradicadas nas últimas décadas começaram
subitamente a regressar e a matar.
(Daniel Oliveira. “Não vacinar os
filhos, uma moda que põe todos em perigo”. http://expresso.sapo.pt,03.04.2014.
Adaptado.)
Texto 2
Famílias brasileiras com alta
escolaridade desconfiam da boa vontade do governo em fornecer vacinas. Segundo
as famílias entrevistadas pelo R7, existem interesses de indústrias
farmacêuticas e pouca informação sobre a composição das doses e sobre os
possíveis efeitos colaterais. Para elas, é melhor investir em hábitos saudáveis
do que expor crianças às vacinas.
A designer Ana Basaglia, de 44
anos, criou os três filhos sem apostar na vacinação para preveni-los de doenças
como o sarampo. Ela diz que quanto mais se informava sobre as vacinas, menos
sentia confiança em levar os filhos aos postos de vacinação. Para Ana, faltam
informações mais precisas acerca dos efeitos da vacinação oferecida pelo
governo. “Acho que tem que ser uma escolha da família. O grande problema é que
pouco se conversa. As pessoas não sabem que existem efeitos colaterais, prazo
de validade, que elementos químicos ficam depositados no corpo.” (Felipe Maia e
Camila Neumam. “Pais se negam a vacinar filhos e apostam apenas em ‘vida
saudável’”. http://noticiasr7.com, 28.06.2011. Adaptado.)
Texto 3
Cerca de 800 crianças europeias
desenvolveram narcolepsia – uma doença incurável que causa crises de sono incontroláveis
durante o dia – após terem recebido a vacina Pandemrix, contra o vírus da gripe
H1N1 (‘gripe suína’), produzida pela GlaxoSmithKline.
A jovem Emelie Olsson, de 14
anos, é uma delas. Ela tem dificuldade de se manter acordada durante o dia e
perde aulas com frequência por causa do problema. Ao acordar, ela, às vezes,
fica paralisada, com falta de ar e sem conseguir pedir ajuda. Além disso, ela
tem pesadelos e alucinações.
Países como a Finlândia, a
Noruega, a Irlanda e a França também registraram aumento nos casos de
narcolepsia em crianças após a implementação da vacina. Por causa disso, a
agência reguladora de remédios europeia decidiu restringir o uso da vacina em
jovens abaixo dos 20 anos.
Equipes independentes de
pesquisadores já publicaram estudos revisados por outros especialistas na
Suécia, na Finlândia e na Islândia. Todos eles mostraram que o risco de
narcolepsia aumentou de sete a treze vezes entre as crianças que tomaram a
vacina, em comparação com as que não tomaram. (“Distúrbio do sono incurável
afeta cerca de 800 crianças que tomaram vacina contra H1N1 na Europa”.
http://noticias.uol.com.br, 22.01.2013. Adaptado.)
Texto 4
Excesso de vacinas, desconfiança
com suas possíveis reações colaterais e pressão da indústria farmacêutica são
alguns dos motivos que levam muitos pais e mães no Brasil a decidirem não
vacinar o filho. Esse movimento antivacina entrou no radar do governo, quando
uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde detectou que a média da
vacinação no Brasil era de 81,4%, enquanto que na classe A era de 76,3%. A
Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) vê como “irresponsável” essa decisão de
não dar as doses às crianças, segundo um de seus membros, o infectologista e
pediatra Arondo Prohmann de Carvalho. “Orientados de maneira errônea, esses
pais põem em risco não apenas a própria criança, mas toda a população”, diz,
lembrando que mesmo doenças consideradas simples, como catapora e sarampo,
podem ter consequências graves em crianças que já sofrem com problemas como
doenças pulmonares. No entanto, para o pediatra e neonatologista Carlos Eduardo
Corrêa, “sarampo, em criança bem nutrida, não fica grave. Há o pacto social,
isto é, a preocupação com o grupo do qual fazemos parte, mas isso é um elemento
a mais na discussão, não deve fazer com que os pais se sintam obrigados a dar
todas as vacinas”, diz o médico. (Mariana Della Barba. “Brasil também tem
adeptos do movimento antivacina”. www.bbc.co.uk, 21.02.2014. Adaptado.)
Com base nas informações
apresentadas pelos textos e em seus próprios conhecimentos, escreva uma
dissertação, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, apontando os
aspectos positivos e negativos da vacinação e se posicionando sobre o tema:
Vacinação: uma escolha individual dos pais ou uma questão de responsabilidade
coletiva?
Bjs, Rafa Nucci

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