Karine Souza, 18.
Violência, mais um fruto de tradições opressoras
A violência contra a mulher é gestada no âmbito social, pois tradicionalmente ensina-se, que a mulher precisa se submeter física e psicologicamente às vontades de seu parceiro, enquanto as suas são ignoradas; não passando esta de um simples objeto de satisfação pessoal masculina. Essa "objetificação" feminina dá origem às diversas violências exercidas contra a mulher.
Erroneamente vista como propriedade do homem, acredita-se, que cabe a ele fazer ao que é seu o que bem lhe couber. E é esse o pensamento primordial que move as ações dos agressores e de certa forma o das vítimas que se calam, já que a teoria da posse é difundida socialmente, fazendo com que muitas mulheres não denunciem, por acreditarem que a culpa encontra-se nelas. Os dados de denúncias já são altos, mas muitas mulheres sofrem em silêncio o que deixa o caso ainda mais preocupante.
Analisados os fundamentos no qual essas violências se firmam e como homens e mulheres lidam com isso; é necessário que haja uma desconstrução de como a mulher é vista (e se vê) na sociedade. Instituições como escolas, ONG´s e o governo seriam fundamentais para provocarem as reflexões necessárias, como: "será que o gênero torna alguém menos humano?", "No que que essa pessoa se difere de mim?" E muitas outras perguntas afim de conscientizar, que a opressão enraizada em nossos costumes não produz frutos bons.
Lucas Ramos, 17.
Relativo à persistente violência contra mulheres em ambientes domésticos no Brasil, é possível afirmar que o sexo feminino ainda é encarado como submisso ao sexo masculino. Isso se evidencia não apenas pelos altos índices de agressões físicas mas também agressões psicológicas, como constatado no balanço de 2014.
Para Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da "modernidade líquida" vivida desde os fins do século XX até os dias atuais. Com isso, é cabível o entendimento de que as interações entre homens e mulheres em seus lares não são, muitas vezes, harmoniosas, acarretando, assim, desentendimentos que resultam nos mais variados tipos de violência, destacando-se a física.
Além disso, atos como xingamentos ou comentários machistas dentro do domicílio familiar merecem atenção social, por tratar-se de ofensa psicológica. Desse modo, homens, influenciados por princípios históricos de superioridade de gênero, utilizam de seu vocabulário para inferiorizar o sexo oposto.
É essencial, portanto, que seja adotada uma percepção diferente a respeito das mulheres a fim de estabelecer solidez ao convívio social entre sexos. O governo deve investir em delegacias femininas para que violentadores sejam denunciados e punidos. A sociedade, por sua vez, deve conscientizar-se sobre o papel e os direitos femininos dentro da sociedade brasileira para que, gradualmente, alcancemos a sonhada igualdade de gênero
Jéssica Campos, 16.
Sociedade machista ou mulheres sem voz ?
A violência contra a mulher no Brasil é muito persistente, pois a sociedade já adquiriu como tradição uma cultura machista, mulheres são desvalorizadas em ruas, trabalhos, escolas e muitas vezes em sua própria casa por seus "companheiros", elas são mortas por diversão e ainda são consideradas as culpadas, pois suas roupas "vulgares" são muita tentação para os homens.
São incontáveis as vezes que vemos na TV mulheres que foram mortas, estupradas ou espancadas e isso já se tornou tão "normal", que não assusta mais ninguém, não chama atenção, nem se quer toca mais os sentimentos do povo.
Mas isso só mostra o quanto as mulheres precisam se unir, e não apenas reclamar da violência, e sim lutar, mostrar que as mulheres não são o "Segundo Sexo" nem o "Sexo Frágil" e muito menos um objeto sexual.
Não, as mulheres não querem uma "Terceira Guerra Mundial", pelo contrário, querem apenas os direitos que os homens já tem, querem ter paz, liberdade e igualdade, pois quando as mulheres tiverem paz pra poder viver, liberdade para se expressar e igualdade no trabalho, saberemos que estamos indo pelo caminho certo.
Giovanna Roecker, 17.
Brasil: A pátria conservadora
Em um levantamento de 2014 da secretaria de políticas para as mulheres 51,68% das denúncias de violência contra a mulher foram de agressões físicas. No mapa da violência dentre os anos de 1980 e 2010 houveram 92mil casos de feminicídio no país. Esses números exorbitantes são consequência de uma política conservadora que trás consigo ideias machistas que se firmam na sociedade.
Quando se tem na câmara dos deputados uma das maiores bancadas com a bandeira conservadora, em que a maioria dos deputados desta são homens, que trás consigo ideais machistas não é de espanto que a população que elegeu esses candidatos (sendo a população majoritária) acreditem que é normal e até “aplaudam” atitudes como a do presidente da Câmara dos deputados (Eduardo Cunha – PMDB) que em discussão com uma colega deputada do PT, disse que só não a estupraria porque ela não merecia. Tendo como intuito da frase de dizer que ele não se “Sujaria” estuprando uma mulher tão “inferior” como ela.
Em uma sociedade que aplaude atitudes como a do Eduardo Cunha se tem o pensamento que agressões domésticas e o estupro são de total culpa da mulher e com isso se tem uma pressão maior sob as vítimas dessas agressões causando nelas um medo maior de denunciarem seus agressores.
Questões como o feminicídio e a culpabilização da vítima devem-se ser tratados como problemas de urgência na sociedade,e resolvidos com a desconstrução da cultura do estupro e ideias machistas. Para isso ser feito deve-se haver em primeira instância apoio midiático positivo de protestos feministas como a “Marcha das vadias” e debates em meios como a televisão, rádio para o entendimento de conceitos e discussões sobre o assunto em lugares como associações de moradores do bairro para que as mulheres possam ter voz e desconstruir a sociedade machista e patriarcal na qual elas vivem.
Larissa Santos, 17.
Protegei nossas Rainhas
O feminicidio tem de parar! Na última década o número de mulheres assassinadas passou de 1.353 para 4.465, mais que triplicando o quantitativo de mortes de mulheres no país. Sete em cada dez mulheres que ligam para Secretaria de Políticas para Mulheres -180- relatam que são agredidas por seus companheiros, evidentemente que a maioria dos assassinatos retrata os mesmos autores, se não em todos os casos , na grande maioria deles.
Muitas vezes a violência já é tão comum no ambiente onde vive, que chega a perder sua visibilidade no olhar exausto daquela mulher. O cotidiano começa a se difundir com as agressões físicas, psicológicas , morais , verbais , e até mesmo sexuais.
Por parte da massa temos uma visão complacente em relação a violência, fazendo julgamentos negativos da situação, até mesmo propagando a cultura do estupro , alegando meninas e mulheres oportunizarem através das atitudes ou vestimentas tal situação agonizante, deixando-a ainda mais perplexa diante de uma sociedade que faz uso de pensamentos tão primitivos como reflexão sobre a violência.
Em vista disso , temos plena ciência do processo gradativo que será, pois não é somente um problema histórico mas cultural também. As mudanças devem ocorrer nos ambientes familiares e escolares -pilares da sociedade contemporânea- agindo em conjunto com a lei Maria da Penha, podemos mudar esta situação, integrando ,conhecimento com a prática chegaremos a perfeição.
Matheus Marsales, 17.
Ato de covarde
Os crimes de violência contra as mulheres é algo constante em nossa sociedade, isso por causa da cultura machista que está enraizada em alguns homens e esses acreditam que a mulher deve ser submissa e um objeto em suas mãos, e comete estes atos de crueldade sem pensar que a mulher merece os mesmos direitos e essas agressões na maioria das vezes é cometida por seu próprio companheiro.
Todos os casos de barbaridades contra a mulher brasileira decorre pelo fato das punições para este tipo de delito serem brandas, dessa maneira o indivíduo não se intimida em cometer estes crimes além da justiça ser demorada na condenação.
As mulheres por muitas vezes ao fazerem denúncia se sentem constrangidas pelo atendimento que recebe na delegacia que por maioria das vezes é feito por homens, que as atendem mal ou não tomam as medidas necessárias.
As medidas de proteção oferecida pelo estado são falhas, e mesmo com a proteção de segurança as mulheres são ameaças e agredidas pelos seus parceiros.
É necessário que haja uma maior atenção as mulheres, e dessa maneira venha aumentar as campanhas de proteção a elas, e também ensinar aos homens adultos, jovens e crianças que as mulheres merecem respeito e direitos iguais.
Portanto, se torna necessária a intervenção do poder público em medidas de proteção a mulheres vítimas de agressões, com aumento de delegacias especiais da mulher, maior agilidade no julgamento e condenação dos agressores além de aumento de campanhas publicitárias e palestras contra este tipo de violência, deste modo então reduzir os números de mortes e agressões contra as mulheres e no futuro acabar com essa cultura machista.
Fabio Pereira, 17.
Violência contra a mulher: perpetuação do patriarcalismo colonial.
Edificada economicamente no latifúndio, na mão de obra escravizada e no patriarcalismo, a sociedade brasileira avança em questões jurídicas mas pouco caminha no âmbito sociocultural ao que se refere à garantia de segurança e vida da população feminina. Anuladas socialmente, as brasileiras lutam dia a dia contra a opressão enraizada desde o período colonial de nosso país, expressando a necessidade de um fim às violências contra o gênero no Brasil e no mundo.
É notado desde as pinturas de Debret que a figura masculina caminha na frente, não obstante do cenário atual, em que homens são remunerados - segundo a ONU - de forma mais abastada quando em comparação com mulheres de mesmo cargo e qualificação. Além disso, desde meninas são incentivadas ao trabalho doméstico, o que cerceia um pensamento arcaico de submissão feminina ao homem, seja em casa ou nas ruas. Tais paradigmas , que são obsoletos no atual estágio de desenvolvimento do país e da humanidade, sustentam essa dura realidade que acomete as cidadãos brasileiras, violentadas massivamente.
Em contra partida, o governo Dilma lançou a lei do feminicídio, que tipifica e agrava a pena de crimes contra a mulher. No entanto, assim como na África, mesmo com a recente proibição da mutilação genital feminina é sabida a permanente incidência de casos. Ou seja: o cenário brasileiro ainda é desfavorável, pois criminalizar não modifica a mentalidade social, já dito o pilar dessa realidade violenta às condições femininas.
É necessário, portanto, priorizar o debate de gêneros nas escolas de todo o âmbito federal, para firmar a igualdade social entre homens e mulheres a fim de que as gerações futuras desconstruam os paradigmas da atual supremacia masculina. Incentivar, promover e disponibilizar produções culturais femininas e sobretudo, feministas na cultura de massa conduziriam, também, ao empoderamento de mulheres frente a esse problema. De imediato, cabe a cada brasileiro (a) se portar, após esse debate, com respeito às condições daquelas que são a espinha dorsal da humanidade: as mulheres.
Aline Jota, 17.
"Feminismo não mata, machismo sim".
Quando os pais compram um fogão de brinquedo para sua filha eles estão, de algum modo, dizendo para ela que quando ela crescer ela vai fazer a comida e lavar a louça, e quando eles a presenteiam com uma boneca eles também estão dizendo que ela vai casar, ter filhos e cuidar da casa.
O feminismo é impregnado pela sociedade como algo ruim, mesmo com a lei Maria da Penha alguns homens acham que ao casar, namorar ou simplesmente morar junto, eles tem a "posse" do corpo da mulher, que ela é seu objeto.
Estima-se que 43,7 mil mulheres foram assassinadas só na ultima década, de 33% de processos julgados, menos de 15 mil agressores foram julgados e condenados corretamente. Se não fosse o sexo feminino o sexo masculino não existiria. Mulheres não são a minoria populacional, como também não são o sexo mais frágil.
Não pode-se ter vergonha de denunciar seu agressor, pois mulheres são violentadas psicologicamente, fisicamente e sexualmente, são humilhadas em público, traficadas, prostituídas e mantidas presas, elas precisam de um momento de alívio e poder dizer: "eu venci essa guerra que é o machismo".
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ResponderExcluirA primeira redação, da Karine Souza, 18, foi razoavelmente bem feita.
ResponderExcluirA segunda, de Lucas Ramos, 17, foi muito bem desenvolvida.
A terceira, de Jessica Campos, 16, foi muito ruim, faltou coesão e coerência entre as palavras e também acho que ela usou muito de argumentos pessoais e pouco de argumentos científicos, como pesquisas e etc.
A quarta, de Giovanna Roecker, foi boa, só pecou em generalizar a população brasileira e os políticos como machista, tudo bem que o machismo aqui é muito forte, mas a generalização em seu texto foi um erro. O ponto forte de sua redação foi citar o presidente da câmara, Eduardo Cunha.
A quinta, de Larissa Santos, 17, foi uma redação razoável.
A sexta, de Matheus, foi uma redação boa.
A sétima, de Fábio, uma redação muito boa e um pouco diferente.
A oitava, de Aline Jota,17, foi uma redação mau organizada, faltou coesão e também utilizou de muitos argumentos pessoais e vagos, se ela tivesse escrevido somente o último parágrafo teria diminuído o erro.
O objetivo de postar esses textos não é expor boas redações como um mural, ou mostrar os "iluminados" do cursinho pra ganhar alunos, mas sim divulgar o ponto de vista de cada um, e principalmente de cada uma.
ResponderExcluirO ENEM avalia as redações de acordo com critérios, o Cursinho Carolina de Jesus não avalia nada, ele só quer q os alunos tenham sua voz reconhecida e busca difundi-la como pode!