PROPOSTA DE REDAÇÃO – TEMA 02

Carolind@s,

Aqui está o segundo tema de redação para ser entregue dia 16 de abril!

Não se esqueçam que o primeiro plantão será semana que vem, no período da Manhã.

Instruções:

- O texto deve ser escrito a caneta;

- A redação não deve ultrapassar 30 (trinta) linhas, nem ter menos que 7 (sete) linhas; e

- Não serão corrigidas redações que deliberadamente fugirem do tema proposto.

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TEMA 02


Assista ao videoclipe:


Leia a notícia abaixo:


A foto que inspirou o Show e o desfile de Kanye West

Uma fotografia reaparece 20 anos depois em um contexto inesperado



Esta imagem foi feita no sul de Ruanda, em abril de 1995, pelo fotógrafo britânico Paul Lowe. Milhares de hutus¹ estavam amontoados em uma pequena área do campo de Kibeho, um dia depois de os soldados tutsis² haviam massacrado milhares de pessoas lá.
Em fevereiro de 2016, a fotografia apareceu em um contexto inesperado: o convite para desfile de moda de Kanye West.
No desfile de moda de Kanye, modelos masculinos e femininos, vestidos com a nova linha sportswear do cantor, foram cobertos por luzes e névoa artificial, canalizando a melancolia e desespero da fotografia original. A performance usou o poder do silêncio, juntamente com movimentos sutis que variaram entre cansaço e tristeza para retratar a experiência da moda. Perto do final do show, alguns modelos levantaram seus punhos em um símbolo de resistência, enquanto West atuava como mestre de cerimônias, rimando por quase uma hora.

(...)

¹Os hútus ou hutus (Bahutu) são o mais numeroso dos três grupos étnicos presentes em Ruanda e no Burundi; de acordo com a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, 85% dos burundineses e 84% dos ruandenses são hutus.

²
Os tútsis ou tutsis (em kinyarwanda e kirundi: batutsi) são um grupo étnico existindo principalmente em Ruanda e no Burundi, mas também nas regiões vizinhas da RD Congo, do Uganda e da Tanzânia.

MOAKLEY, Paul, The Photo That Inspired Kanye West’s Yeezy Season 3 Fashion Show, Traduzido por Jonatas Eliakim e Verônica Chutzki, Disponível em:http://time.com/4219645/kanye-yeezy-season-3-photo-rwanda/

Agora, leia os trechos a seguir:

Os intelectuais ocupam uma posição peculiar na classe trabalhadora, uma posição que gera privilégios especiais, mas também ironias especiais. Eles são beneficiários da demanda burguesa de inovação permanente, que expande enormemente o mercado para seus produtos e habilidades, muitas vezes estimula sua audácia e imaginação criativas e — se eles forem astutos e bem-sucedidos o suficiente na exploração da necessidade de novas ideias — permite que eles se safem da pobreza crônica em que vive a maior parte dos trabalhadores. Por outro lado, já que eles se envolvem pessoalmente em seu trabalho — ao contrário da maioria dos trabalhadores assalariados, que são alienados e indiferentes —, as flutuações de mercado os atingem de modo mais profundo. “Vendendo-se peça por peça”, eles vendem não apenas sua energia física mas suas mentes, sua sensibilidade, seus sentimentos mais profundos, seus poderes visionários e imaginativos, virtualmente todo o se.u ser. O Fausto de Goethe nos fornece o arquétipo do intelectual moderno forçado a “vender-se” para tornar o mundo diferente do que é. Fausto também incorpora um complexo de necessidades inerentes aos intelectuais: eles são movidos não apenas pela necessidade de viver, partilhada com todos os homens, mas pelo desejo de se comunicar, de se engajar em um diálogo com seus companheiros humanos. Todavia, o mercado de mercadorias culturais prove a única media através da qual um diálogo em escala pública pode ocorrer: nenhuma ideia chega a atingir ou modificar os modernos, a não ser que possa ser colocada no mercado e posta à venda. Assim, eles se tornam dependentes do mercado não só em termos de sobrevivência material mas também em termos de sustento espiritual — um sustento para cuja provisão eles sabem que não podem contar com o mercado. É fácil ver como os modernos intelectuais, aprisionados nessas ambiguidades, imaginam formas radicais de sair da armadilha: no seu caso, as idéias revolucionárias brotarão de modo direto e intenso de suas necessidades pessoais. Contudo, as condições sociais que inspiram o radicalismo dos intelectuais que defendem minorias servem também para frustrá-lo. Sabemos que até mesmo as ideias mais subversivas precisam manifestar-se através dos meios disponíveis no mercado. Na medida em que atraiam e insuflem pessoas, essas ideias se expandirão e enriquecerão o mercado, colaborando, pois, para “incrementar o capital”. Assim, se admitirmos que a visão de Marx é adequada e precisa, teremos todas as razões para acreditar que a sociedade burguesa gerará um mercado para ideias radicais.
BERMAN, Marshall; Tudo que é sólido desmancha no ar: A aventura da modernidade. Editora Schwarcz: São Paulo, 1986.

A filosofia do livre mercado nos faz olhar para toda a vida social como se ela fosse um mercado... Ela leva as pessoas a considerarem tudo que as cerca como mercadorias, como coisas que têm preços, como objetos a serem usados.
Trecho atribuído ata de um simpósio internacional ocorrido em 1982, editadas por Walter Block e Irving Hexham por Thomas Woods Opinião. Disponível em: http://tomwoods.com/. Acesso em: 10.abr.2016.

Os textos críticos apresentados defendem a teoria de que, no capitalismo, até mesmo os discursos políticos e culturais são usados como produto ou um modo de valorizar um produto para o comércio. Com base nessa leitura, na análise do uso do discurso sócio-político na música de Beyoncè, no convite para um desfile de moda da grife do cantor Kanye West e em seus conhecimentos, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o uso mercadológico da questão racial.

Qualquer dúvida, podem enviar um e-mail para nucci.rafa@gmail.com!


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